sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Infantilidade.

Os dias passam, e eu volto a ser uma criança,
Que não sabe por onde seguir, ou que decissões tomar.
Que não se perde com sentimentos, e se confunde com emoções.
Que confia demais, que julga de menos.
Que procura em cada canto, descobrir o mundo.

Desaprendi a ser, à crescer.

domingo, 26 de setembro de 2010

Cronograma

Esqueça a história, ela tem começo, meio e fim.
O começo já foi, o meio depende do fim, e o fim prefiro que suma ao encontrar o vento.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Posso chorar a dor, que a distancia me causou. E dói, a espera de um minuto. E dói não saber se posso esperar.
Dói o gosto do beijo que deixa na boca, e dói o abraço que não chega.
Chega logo? Fica perto de mim? Fica...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tarde de inverno

Deixe o amor para o verão.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Passagens

Porta aberta, passagem livre de pessoas. Graça em umas, desconforto, em umas, indiferença em outras.
Cá estamos, porteiros despreparados. Primeiro emprego, primeira carga horária a se cumprir.
O indiferente não passa, não gostei do sorriso, jeito ganancioso, despojado. A graça, com seus olhos meigos passou, admirei da porta a perder de vista. O desconforto, nem chegou perto. Bocejei, esfreguei os olhos, vi a graça ir embora, observei por baixo da saia. Acabou-se a graça. O desconforto? Nunca mais deu as caras, mas que caras? É, várias que não notei. Porteiro? Não conheci, não senti a essência, não tentou passar, nem precisei negar. (Entretanto, nunca saberei: precisaria negar? )

domingo, 30 de maio de 2010

Noite fria
Silêncio por vez
Sinto falta de alguém
Um ser sem nome
Uma chama de foqueira
ou o cheiro de grama
na ponta de um penhasco,
Um endereço desconhecido.

domingo, 2 de maio de 2010

Epitáfio de ninguém

Sua compaixão acabou, cansou, cansou daquelas palavras de amor, dos versos dançantes, dos passos dados, dos olhos pôr-de-sol e da lágrima sorridente. Cansei de tudo que havia em ti, e o resto, foi morrendo em mim.

sábado, 3 de abril de 2010

Acordar

A vida tem um certo gosto inigualável, que perdemos tempo demais definido se estamos felizes ou tristes. Na cama, solitária, os pensamentos batem a porta, sempre haverá alguma fração do dia que foi bom ou ruim, cabe decidir de qual se quer lembrar quando abrir os olhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Lar

Busca interminável de um lugar onde possa me encontrar. Talvez o vento possa me mostrar, talvez o vento só me prove que esse lugar é inconstante como seu sopro, como o tempo, ou como eu.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Falta

Ausência sua, que ninguém mais nota. O tempo fica longo... os olhos ganham menos brilho, o sorriso perde as covas, as mãos ficam gélidas, o coração congela.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tempo...


Nem teu silêncio, nem o teu choro fugirá de mim,
Peço que fique aqui, que faça parte de um destino
que ande por trilhos ao meu lado,
e até cante uma canção para um velha amiga.
Não adianta esperar a vida partir para escolher um lado, um amor
Talvez um sorriso cheio de rugas signifique alguma coisa
diante daquele sorriso sem dentes de uma nova criança

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ano novo

Existe uma teoria filosófica que eu não lembro muito bem de quem, que diz que 'tudo flui'... as águas de um rio nunca passam no mesmo lugar. Explicando melhor, nada do que acontece pode se repetir, mesmo que ocorra a mesma ação o tempo terá mudado, e não será mais igual.
Não vejo forma menos clichê de começar o ano, pedindo mudanças. Mudanças que podem ser grandiosas, realizações de sonhos, superação, o começo ou mesmo o final de algo.

Ainda me despeço de forma nostálgica de 2009, foi um ano que tinha de tudo para ser o pior, mas apesar das derrotas, aprendi novos significado para as palavras: coragem, sonho e amizade.
2010 ainda só tenho planos, nada muito concreto, ainda quero ter a certeza que certas pessoas não vão sair da minha vida.

Feliz 2010 a todos. (votos nunca são demais!)